Friday, October 1, 2010

Gunhed

Gunhed é um filme bizarro. Produzido em 1989 pela japonesa Toho, a produção do filme começou em um concurso promovido pela Toho para decidir a próxima história de um filme do Godzilla. No final das contas, o Gozilla foi removido e o roteiro foi reescrito para dar forma ao Gunhed.

O filme tem tanto atores japoneses quanto americanos e na versão que eu assisti, o áudio é da versão americana, ou seja, sofrível. Na versão original, os atores falam suas falas no seu idioma nativo, ou seja, inglês e japonês. Mais bizarro ainda.

A premissa do filme não é ruim: em 2038, um grupo de mercenários aterrissa em uma ilha para procurar o elemento Texmexium, um elemento precioso. A ilha é dominada pelo supercomputador Kyron-5 e toda sorte de peripécias se segue.

Abertura:


Decorrendo o filme, e na verdade logo aos 20 minutos de duração, Gunhed começa a não fazer sentido nenhum. Mesmo na abertura do filme, os antenados de plantão perceberão que alguma coisa não está certa quando vêem o nome do diretor do filme:



Para os que não sabem, Alan Smithee é o nome usado principalmente por diretores quando a produção de um flme é muito problemática, geralmente quando há muita interferência do estúdio e/ou investidores. Muitos desonram o filme e a direção é creditada ao tal Alan Smithee.

Sabendo disso, o maior problema do filme é a edição. O filme não possui ritmo, muitas cenas parecem ser aleatórias e desconexas entre si, não formando um fio narrativo coerente. Personagens pipocam de uma hora para outra, vide as duas crianças "Seven" e "Eleven". Muita coisa acontece e percebe-se que cenas estão faltando.

Apesar de todos os problemas, Gunhed possui méritos.

Os cenários são bem construídos e servem de bom pano de fundo para o filme:





Os efeitos visuais também não são de todo ruim, remetendo a um dos grandes filmes dos anos 80, Fuga de N.Y.:



E é isso. Vale a pena assistir Gunhed? Sim, a cena final tem uma boa batalha entre Kyro-5 e o titular Gunhed.

Vale a pena assistir Gunhed, nem que seja para dar algumas risadas.

O que mais me lembrou ao assistir Gunhed foi o clássico seriado tokusatsu CyberCop.

E talvez esse seja o maior elogio que posso dar ao filme.

Monday, September 27, 2010

Caçada à francesa/brasileira

O governo francês começou a caça aos downloads ilegais, com listas de IPs pessoas fornecidos pelas sociedades de gestão, responsáveis pela execução da lei "anti-downloads".

Os provedores recebem a lista com os IPs e devem identificar o titular. O titular recebe primeiro uma advertência. Em segundo, outra advertência. Em terceiro, será multado e terá a conexão cortada.

Os provedores são obrigados a identificar os IPs listados, do contrário, também serão multados.

Isso já aconteceu/acontece nos EUA - no caso da RIAA, associação das gravadoras - e pode muito bem acontecer aqui no Brasil também, na forma de censura online.

No caso do Brasil, há um projeto de lei em trâmite no Senado para cadastro de blogs e sites semelhantes, sob autoria do Deputado Federal Gerson Peres.

O projeto pode ser baixado (!) aqui:

http://fileups.net/0g8s94

Algumas considerações:

O futuro não parece muito empolgante mas sempre há soluções. Uma delas, já testada alguns anos atrás, falhou - estou falando de data center, ou data haven. A HavenCo foi fundada no ano 2000 e em 2008, deixou de existir. A HavenCo operava do Principado de Sealand, independente mas localizado na Inglaterra.
Outro exemplo, mais prático e bem-sucedido é a Freenet, que é uma data store descentralizada e resistente à ditadura.
Será que no futuro não muito distante teremos que fazer uso desses meios?
Um data center/haven offshore independente seria a nossa solução?

Exemplo prático:

http://www.fotograf.nu/360/bahnhof/

Bahnhof ISP é o host dos servidores da página WikiLeaks:


O Futuro da Guerra - Parte II

Eles querem matar pessoas com software que não funciona.

Três envolvidos no caso de ação judicial: a CIA, uma companhia chamada IISi (Intelligent Integration Systems) e a Netezza, companhia qie oferece serviços de datacenter.

A disputa judicial gira em torno do software de anãlise de localização, o Geospatial, usado por "drones", veículos aéreos de reconhecimento e ataque.

Quando a IISi se recusou a apressar a entrega do software, a Netezza ilegalmente hackeou e usou de engenharia reversa para entregar o código do software para a CIA. A versão entregue produzia locações de até 13 metros de inexatidão. Mesmo sabendo dos erros de cálculo, a CIA aceitou o produto.

A ISSi agora quer um embargo para impedir o uso do Geospatial tanto da CIA quanto da Netezza.

O código faz uso de referências cruzadas entre uma grande quantidade de dados com uma localização geográfica dentro da mesma base de dados.

Tais ténicas são de suma importância para a CIA em missões que requerem o uso de "drones".

Thursday, September 23, 2010

O Futuro da Guerra

58 bilhões de dólares são gastos em pesquisa e desenvolvimento de armas avançadas e em fundos para operações secretas. Muitos são os projetos e poucos são os resultados, pelo menos os mostrados ao mundo.
Nomes como Tractor Cage, Tractor Card, Tractor Dirt, Tractor Hike e Tractor Hip são projetos existentes.
Para 2011, 14.6 bilhões serão destinados para Operações e Manutenção.
De acordo com analistas, o aumento no orçamento indica uma mudança na direção de planos de guerra: o Pentágono começa a dedicar esforços em conflitos contra indivíduos, e não mais contra Estados ou Países.
O Alto Escalão, entre outros nomes, denomina a prática como "caçada humana de alta tecnologia".
Exemplo: o satélite experimental TacSat3, equipado com sensores tão avançados que conseguem detectar bombas soterradas através de terra espalhada ou alterada de modo significativa. Espera-se avançar essa tecnologia de forma a identificar indivíduos específicos.


O uso de tecnologia química e biológica já é usada em países como Afeganistão e Paquistão. Agentes químicos e bio-reagentes são usados como forma de "tagging" e identificação para posterior monitoramento individual feito "drones", que são veículos aéreos não-tripulados, capazes de missões de reconhecimento e ataques.




Se o avanço da tecnologia significa a retirada de tropas de áreas de conflito e um fim definitivo da guerra ao terror, que seja assim.

Em nota relacionada, a Rússia anunciou a criação de uma agência como a DARPA para desenvolvimento de tecnologias militares.
Como exemplo, a DARPA desenvolveu a Internet e o Aspen Movie Map, precursor da realidade virtual.
Com esse anúncio, uma "rival" da DARPA significaria em tecnologias primeiro desenvolvidas para o uso militar e depois, sendo aproveitada por empresas e negócios privados. Seria o início de uma nova "Guerra Fria"? Apenas o tempo dirá...