Tuesday, October 5, 2010

Appleseed

Appleseed foi lançado como OVA - Original Video Animation - em 1988, dirigido por Kazuyoshi Katayama para o Estúdio Bandai.

É a primeira de uma série de adaptações do mangá publicado em 1985 criado pelo pai do cyberpunk japonês, Masamune Shirow.

Número de episódios: 1.
Duração: 01 e 06 minutos.

Sim. Uma hora e seis minutos.

O primeiro Ghost in the Shell tem por volta de 01 hora e 20 minutos e é um filme muito mais completo e complexo do que Appleseed, apesar dos dois terem praticamente a mesma origem, começando pelo criador Masamune Shirow.

Talvez o fator decisivo no nível de qualidade da adaptação seja a pessoa a cargo da direção. Para Appleseed temos Kazuyoshi Katayama, que dirigiu outras séries nos anos seguintes e para Ghost in the Shell temos Mamoru Oshii, um dos mais respeitados cineastas do mundo, que já tinha ótimas referências antes mesmo do primeiro GitS.

Não que Appleseed seja ruim. Longe disso.Mas não há como não evitar comentar e comparar com outro filme que saiu no mesmo ano de 1988, Akira.

Enquanto Akira, mais de 20 anos depois de seu lançamento, ainda se mantém relevante, Appleseed é praticamente um produto dos anos 80, com a sua animação datada e trilha sonora brega e genérica.

Problemas de orçamento? Talvez. Mas a gigante Bandai esteve por trás dos dois produtos, portanto alguém foi favorecido nessa história.

Falando em história, Appleseed se passa após a Terceira Guerra Mundial na cidade de Olympus, uma utopia criada pelo General Management Control Office e habitada tanto por humanos, cyborgs e bioroids.




Sendo uma utopia, algumas pessoas se sentem presas e descontentes com a vida que levam, entre elas o policial Calon Mautholos, que se alia com o terrorista A.J Sebastian para destruir o super computador Gaia, que gerencia a cidade de Olympus.

Aí que entra Deunan Knute e Briaeros Hecatonchires, um humano que usa uma armadura - um exo-esqueleto - para se manter vivo. Os dois trabalham para a ESWAT, a polícia de Olympus.






Em pouco mais de uma hora de metragem, Appleseed desenvolve muito mal o enredo e a relação entre os personagens, principalmente entre Deunan e Briaeros. As cenas de ação não são poucas e muito menos ruins, mas a animação com cara de anos 80 deixa a desejar, esteticamente falando.

Outro elemento da história que poderia ter sido melhor desenvolvido são os bioroids.



Poucas são as menções a eles, o que poderia tornar a trama um pouco mais com substância e complexa.

Appleseed é um filme abaixo da média, prejudicado pela premissa pouco desenvolvida e personagens pouco carismáticos. 

Talvez nas sequências de 2004 e 2007, Appleseed e Appleseed Ex Machina, respectivamente, esses aspectos tenham sido melhorados. Logo colocarei a resenha de ambos.

Appleseed é recomendado para curiosos apenas.

Sunday, October 3, 2010

O Futuro das ISPs

O que eu gostaria de ver


Internet sem limite de tráfego e de banda. Um data haven, Outer Haven.

Saturday, October 2, 2010

O Futuro da Guerra - Parte III

Foi divulgada hoje a morte de 18 paquistaneses em ataques de drones.

Foram três ataques separados na área de fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão, mais precisamente na região tribal da cidade de Datta Khel.

No primeiro ataque, dois mísseis atingiram uma casa e no segundo, quatro mísseis atacaram uma casa e um veículo. No terceiro, o alvo foi outro veículo na mesma região.

O ataque de drones aumentou consideravelmente nos últimos meses, totalizando 124 mortes.

MQ-9 Reaper drone:

Friday, October 1, 2010

Gunhed

Gunhed é um filme bizarro. Produzido em 1989 pela japonesa Toho, a produção do filme começou em um concurso promovido pela Toho para decidir a próxima história de um filme do Godzilla. No final das contas, o Gozilla foi removido e o roteiro foi reescrito para dar forma ao Gunhed.

O filme tem tanto atores japoneses quanto americanos e na versão que eu assisti, o áudio é da versão americana, ou seja, sofrível. Na versão original, os atores falam suas falas no seu idioma nativo, ou seja, inglês e japonês. Mais bizarro ainda.

A premissa do filme não é ruim: em 2038, um grupo de mercenários aterrissa em uma ilha para procurar o elemento Texmexium, um elemento precioso. A ilha é dominada pelo supercomputador Kyron-5 e toda sorte de peripécias se segue.

Abertura:


Decorrendo o filme, e na verdade logo aos 20 minutos de duração, Gunhed começa a não fazer sentido nenhum. Mesmo na abertura do filme, os antenados de plantão perceberão que alguma coisa não está certa quando vêem o nome do diretor do filme:



Para os que não sabem, Alan Smithee é o nome usado principalmente por diretores quando a produção de um flme é muito problemática, geralmente quando há muita interferência do estúdio e/ou investidores. Muitos desonram o filme e a direção é creditada ao tal Alan Smithee.

Sabendo disso, o maior problema do filme é a edição. O filme não possui ritmo, muitas cenas parecem ser aleatórias e desconexas entre si, não formando um fio narrativo coerente. Personagens pipocam de uma hora para outra, vide as duas crianças "Seven" e "Eleven". Muita coisa acontece e percebe-se que cenas estão faltando.

Apesar de todos os problemas, Gunhed possui méritos.

Os cenários são bem construídos e servem de bom pano de fundo para o filme:





Os efeitos visuais também não são de todo ruim, remetendo a um dos grandes filmes dos anos 80, Fuga de N.Y.:



E é isso. Vale a pena assistir Gunhed? Sim, a cena final tem uma boa batalha entre Kyro-5 e o titular Gunhed.

Vale a pena assistir Gunhed, nem que seja para dar algumas risadas.

O que mais me lembrou ao assistir Gunhed foi o clássico seriado tokusatsu CyberCop.

E talvez esse seja o maior elogio que posso dar ao filme.