Appleseed foi lançado como OVA - Original Video Animation - em 1988, dirigido por Kazuyoshi Katayama para o Estúdio Bandai.
É a primeira de uma série de adaptações do mangá publicado em 1985 criado pelo pai do cyberpunk japonês, Masamune Shirow.
Número de episódios: 1.
Duração: 01 e 06 minutos.
Sim. Uma hora e seis minutos.
O primeiro Ghost in the Shell tem por volta de 01 hora e 20 minutos e é um filme muito mais completo e complexo do que Appleseed, apesar dos dois terem praticamente a mesma origem, começando pelo criador Masamune Shirow.
Talvez o fator decisivo no nível de qualidade da adaptação seja a pessoa a cargo da direção. Para Appleseed temos Kazuyoshi Katayama, que dirigiu outras séries nos anos seguintes e para Ghost in the Shell temos Mamoru Oshii, um dos mais respeitados cineastas do mundo, que já tinha ótimas referências antes mesmo do primeiro GitS.
Não que Appleseed seja ruim. Longe disso.Mas não há como não evitar comentar e comparar com outro filme que saiu no mesmo ano de 1988, Akira.
Enquanto Akira, mais de 20 anos depois de seu lançamento, ainda se mantém relevante, Appleseed é praticamente um produto dos anos 80, com a sua animação datada e trilha sonora brega e genérica.
Problemas de orçamento? Talvez. Mas a gigante Bandai esteve por trás dos dois produtos, portanto alguém foi favorecido nessa história.
Falando em história, Appleseed se passa após a Terceira Guerra Mundial na cidade de Olympus, uma utopia criada pelo General Management Control Office e habitada tanto por humanos, cyborgs e bioroids.
Sendo uma utopia, algumas pessoas se sentem presas e descontentes com a vida que levam, entre elas o policial Calon Mautholos, que se alia com o terrorista A.J Sebastian para destruir o super computador Gaia, que gerencia a cidade de Olympus.
Aí que entra Deunan Knute e Briaeros Hecatonchires, um humano que usa uma armadura - um exo-esqueleto - para se manter vivo. Os dois trabalham para a ESWAT, a polícia de Olympus.
Em pouco mais de uma hora de metragem, Appleseed desenvolve muito mal o enredo e a relação entre os personagens, principalmente entre Deunan e Briaeros. As cenas de ação não são poucas e muito menos ruins, mas a animação com cara de anos 80 deixa a desejar, esteticamente falando.
Outro elemento da história que poderia ter sido melhor desenvolvido são os bioroids.
Poucas são as menções a eles, o que poderia tornar a trama um pouco mais com substância e complexa.
Appleseed é um filme abaixo da média, prejudicado pela premissa pouco desenvolvida e personagens pouco carismáticos.
Talvez nas sequências de 2004 e 2007, Appleseed e Appleseed Ex Machina, respectivamente, esses aspectos tenham sido melhorados. Logo colocarei a resenha de ambos.
Appleseed é recomendado para curiosos apenas.
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Tuesday, October 5, 2010
Appleseed
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Sunday, October 3, 2010
O Futuro das ISPs
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Monday, September 27, 2010
Caçada à francesa/brasileira
O governo francês começou a caça aos downloads ilegais, com listas de IPs pessoas fornecidos pelas sociedades de gestão, responsáveis pela execução da lei "anti-downloads".
Os provedores recebem a lista com os IPs e devem identificar o titular. O titular recebe primeiro uma advertência. Em segundo, outra advertência. Em terceiro, será multado e terá a conexão cortada.
Os provedores são obrigados a identificar os IPs listados, do contrário, também serão multados.
Isso já aconteceu/acontece nos EUA - no caso da RIAA, associação das gravadoras - e pode muito bem acontecer aqui no Brasil também, na forma de censura online.
No caso do Brasil, há um projeto de lei em trâmite no Senado para cadastro de blogs e sites semelhantes, sob autoria do Deputado Federal Gerson Peres.
O projeto pode ser baixado (!) aqui:
http://fileups.net/0g8s94
Algumas considerações:
O futuro não parece muito empolgante mas sempre há soluções. Uma delas, já testada alguns anos atrás, falhou - estou falando de data center, ou data haven. A HavenCo foi fundada no ano 2000 e em 2008, deixou de existir. A HavenCo operava do Principado de Sealand, independente mas localizado na Inglaterra.
Outro exemplo, mais prático e bem-sucedido é a Freenet, que é uma data store descentralizada e resistente à ditadura.
Será que no futuro não muito distante teremos que fazer uso desses meios?
Um data center/haven offshore independente seria a nossa solução?
Exemplo prático:
http://www.fotograf.nu/360/bahnhof/
Bahnhof ISP é o host dos servidores da página WikiLeaks:
Os provedores recebem a lista com os IPs e devem identificar o titular. O titular recebe primeiro uma advertência. Em segundo, outra advertência. Em terceiro, será multado e terá a conexão cortada.
Os provedores são obrigados a identificar os IPs listados, do contrário, também serão multados.
Isso já aconteceu/acontece nos EUA - no caso da RIAA, associação das gravadoras - e pode muito bem acontecer aqui no Brasil também, na forma de censura online.
No caso do Brasil, há um projeto de lei em trâmite no Senado para cadastro de blogs e sites semelhantes, sob autoria do Deputado Federal Gerson Peres.
O projeto pode ser baixado (!) aqui:
http://fileups.net/0g8s94
Algumas considerações:
O futuro não parece muito empolgante mas sempre há soluções. Uma delas, já testada alguns anos atrás, falhou - estou falando de data center, ou data haven. A HavenCo foi fundada no ano 2000 e em 2008, deixou de existir. A HavenCo operava do Principado de Sealand, independente mas localizado na Inglaterra.
Outro exemplo, mais prático e bem-sucedido é a Freenet, que é uma data store descentralizada e resistente à ditadura.
Será que no futuro não muito distante teremos que fazer uso desses meios?
Um data center/haven offshore independente seria a nossa solução?
Exemplo prático:
http://www.fotograf.nu/360/bahnhof/
Bahnhof ISP é o host dos servidores da página WikiLeaks:
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O Futuro da Guerra - Parte II
Eles querem matar pessoas com software que não funciona.
Três envolvidos no caso de ação judicial: a CIA, uma companhia chamada IISi (Intelligent Integration Systems) e a Netezza, companhia qie oferece serviços de datacenter.
A disputa judicial gira em torno do software de anãlise de localização, o Geospatial, usado por "drones", veículos aéreos de reconhecimento e ataque.
Quando a IISi se recusou a apressar a entrega do software, a Netezza ilegalmente hackeou e usou de engenharia reversa para entregar o código do software para a CIA. A versão entregue produzia locações de até 13 metros de inexatidão. Mesmo sabendo dos erros de cálculo, a CIA aceitou o produto.
A ISSi agora quer um embargo para impedir o uso do Geospatial tanto da CIA quanto da Netezza.
O código faz uso de referências cruzadas entre uma grande quantidade de dados com uma localização geográfica dentro da mesma base de dados.
Tais ténicas são de suma importância para a CIA em missões que requerem o uso de "drones".
Três envolvidos no caso de ação judicial: a CIA, uma companhia chamada IISi (Intelligent Integration Systems) e a Netezza, companhia qie oferece serviços de datacenter.
A disputa judicial gira em torno do software de anãlise de localização, o Geospatial, usado por "drones", veículos aéreos de reconhecimento e ataque.
Quando a IISi se recusou a apressar a entrega do software, a Netezza ilegalmente hackeou e usou de engenharia reversa para entregar o código do software para a CIA. A versão entregue produzia locações de até 13 metros de inexatidão. Mesmo sabendo dos erros de cálculo, a CIA aceitou o produto.
A ISSi agora quer um embargo para impedir o uso do Geospatial tanto da CIA quanto da Netezza.
O código faz uso de referências cruzadas entre uma grande quantidade de dados com uma localização geográfica dentro da mesma base de dados.
Tais ténicas são de suma importância para a CIA em missões que requerem o uso de "drones".
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Thursday, September 23, 2010
O Futuro da Guerra
58 bilhões de dólares são gastos em pesquisa e desenvolvimento de armas avançadas e em fundos para operações secretas. Muitos são os projetos e poucos são os resultados, pelo menos os mostrados ao mundo.
Nomes como Tractor Cage, Tractor Card, Tractor Dirt, Tractor Hike e Tractor Hip são projetos existentes.
Para 2011, 14.6 bilhões serão destinados para Operações e Manutenção.
De acordo com analistas, o aumento no orçamento indica uma mudança na direção de planos de guerra: o Pentágono começa a dedicar esforços em conflitos contra indivíduos, e não mais contra Estados ou Países.
O Alto Escalão, entre outros nomes, denomina a prática como "caçada humana de alta tecnologia".
Exemplo: o satélite experimental TacSat3, equipado com sensores tão avançados que conseguem detectar bombas soterradas através de terra espalhada ou alterada de modo significativa. Espera-se avançar essa tecnologia de forma a identificar indivíduos específicos.
O uso de tecnologia química e biológica já é usada em países como Afeganistão e Paquistão. Agentes químicos e bio-reagentes são usados como forma de "tagging" e identificação para posterior monitoramento individual feito "drones", que são veículos aéreos não-tripulados, capazes de missões de reconhecimento e ataques.
Se o avanço da tecnologia significa a retirada de tropas de áreas de conflito e um fim definitivo da guerra ao terror, que seja assim.
Em nota relacionada, a Rússia anunciou a criação de uma agência como a DARPA para desenvolvimento de tecnologias militares.
Como exemplo, a DARPA desenvolveu a Internet e o Aspen Movie Map, precursor da realidade virtual.
Com esse anúncio, uma "rival" da DARPA significaria em tecnologias primeiro desenvolvidas para o uso militar e depois, sendo aproveitada por empresas e negócios privados. Seria o início de uma nova "Guerra Fria"? Apenas o tempo dirá...
Nomes como Tractor Cage, Tractor Card, Tractor Dirt, Tractor Hike e Tractor Hip são projetos existentes.
Para 2011, 14.6 bilhões serão destinados para Operações e Manutenção.
De acordo com analistas, o aumento no orçamento indica uma mudança na direção de planos de guerra: o Pentágono começa a dedicar esforços em conflitos contra indivíduos, e não mais contra Estados ou Países.
O Alto Escalão, entre outros nomes, denomina a prática como "caçada humana de alta tecnologia".
Exemplo: o satélite experimental TacSat3, equipado com sensores tão avançados que conseguem detectar bombas soterradas através de terra espalhada ou alterada de modo significativa. Espera-se avançar essa tecnologia de forma a identificar indivíduos específicos.
O uso de tecnologia química e biológica já é usada em países como Afeganistão e Paquistão. Agentes químicos e bio-reagentes são usados como forma de "tagging" e identificação para posterior monitoramento individual feito "drones", que são veículos aéreos não-tripulados, capazes de missões de reconhecimento e ataques.
Se o avanço da tecnologia significa a retirada de tropas de áreas de conflito e um fim definitivo da guerra ao terror, que seja assim.
Em nota relacionada, a Rússia anunciou a criação de uma agência como a DARPA para desenvolvimento de tecnologias militares.
Como exemplo, a DARPA desenvolveu a Internet e o Aspen Movie Map, precursor da realidade virtual.
Com esse anúncio, uma "rival" da DARPA significaria em tecnologias primeiro desenvolvidas para o uso militar e depois, sendo aproveitada por empresas e negócios privados. Seria o início de uma nova "Guerra Fria"? Apenas o tempo dirá...
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