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Wednesday, June 8, 2011

Seção Eu Quero! - Roupas de Ghost in the Shell

Se você quiser bancar o Laughing Man, já pode com a jaqueta oficial inspirada no personagem introduzido no quarto episódio da primeira temporada de Stand Alone Complex!

Produzida pela plot, as roupas vão da mencionada jaqueta azul vestida pelo Laughing Man até um sobretudo utilizado por Motoko Kusanagi no filme Solid State Society.

O preço da jaqueta é salgado: 39,900 ienes, aproximadamente 800 reais. 

Corra porque os pedidos estão abertos somente até o dia 20 de Agosto.

Para adquirir, visite a loja da plot.

Aceito doações!

Saturday, April 16, 2011

Ghost in the Shell: S.A.C - Solid State Society

A minha primeira impressão depois de assistir Solid State Society é de que eu precisaria de alguns bons dias para poder digerir o filme. Parte do mundo Stand Alone Complex, SSS é continuação direta da mesma. Isso serve como aviso, pois SSS não é um filme fácil de assistir, até mesmo para quem está acostumado com a série e da maneira como ela funciona e é conduzida.

Não é fácil porque demanda atenção demais e muitas vezes não oferece satisfação total, deixando algumas pontas soltas ou perguntas sem respostas. Isso foi algo que senti durante toda a segunda temporada de S.A.C. e aqui em Solid State Society parece ser o mesmo caso.

Talvez o "problema" seja a auto-indulgência e o caso de que muitas vezes os produtores esquecem de que existe uma audiência do outro lado, o público-alvo, que mesmo que exigente, pode facilmente se entediar de ter que aguentar o que vê na tela.

SSS não é um filme ruim, pelo contrário, é bom o suficiente para figurar entre as melhores histórias do mundo de GitS, mas se essa história fosse contada através de mais uma temporada de S.A.C., talvez o resultado final teria sido mais satisfatório do que em apenas um filme contido em duas horas e pouco de duração. Ou seja, o formato de filme fechado é o grande vilão.

A história de SSS é continuação direta dos eventos do final de 2nd GIG, então fica a dúvida no ar da não produção de mais uma temporada. Com certeza a história se beneficiaria se contada através do formato serializado, com alguns episódios stand alone aqui e ali; não precisaria nem ser uma temporada de 26 episódios, como a segunda, que ao meu ver se alongou demais, mas sim uma temporada menor, para não cansar demais.

A história: Dois anos após o final de 2nd GIG, a Seção 9, com Togusa ocupando a posição da Major, que agora trabalha independente, se vê às voltas com uma conspiração que envolve um hacker chamado Puppeteer.

Essa é uma descrição básica da premissa, e como é de costume em GitS, nada é o que parece e logo a investigação leva a história a níveis inimagináveis.

Em breve, pretendo reassistir Solid State Society e fazer uma crítica mais apurada. Por enquanto, essas são as minhas impressões iniciais do filme.























Saturday, January 1, 2011

Ghost in the Shell

Aviso: Spoilers!

Dando uma olhada nos Stats do blog, percebi que houveram alguns acessos na resenha do primeiro filme, mais exatamente para traduzí-la para o português.

Bom, quando eu comecei o blog estava meio perdido em relação a qual idioma eu iria usar.

A idéia básica do site veio do Cyberpunk Review, que eu lembro ter achado por acaso e também é voltado para resenhas de filmes, animés, o que seja, relacionado a esse mundo. Como o site é todo em inglês, resolvi fazer uma versão totalmente minha em português, já que, até onde sei, não existe site ou blog com similar conteúdo. Os primeiros posts foram escritos em inglês por dois motivos: para treinar o meu inglês e para atrair uma audiência maior e de início proveniente de lá, desde que participo, infrequentemente, dos fóruns de lá.

Com o passar do tempo, percebi que haviam visitantes do mundo inteiro, mas a maior parte era brasileira. Então por que não escrever tudo em português mesmo?

Aqui vai, então, a resenha do Ghost in the Shell em português, traduzindo a original e adicionando algumas coisas.


Ghost in the Shell é um dos marcos do gênero cyberpunk. Lançado em 1995 simultaneamente no Japão, Estados Unidos e Reino Unido, não foi um sucesso de imediato, apenas se tornando um hit de fato quando lançado no mercado de vídeo.


Parênteses: a primeira vez que tive contato com o filme foi lá pelos idos de 1996-1997, quando eu tinha uns 10, 11 anos, logo quando assinamos a DirecTV na minha casa e lembro de não ter o assistido inteiro. O que mais eu lembro é que foi transmitido na HBO com o idioma original em japonês e legendas em português e só.

Junto com Blade Runner (filme) e com Neuromancer (livro), GitS é uma das três jóias do gênero cyberpunk - tem todos os elementos que uma boa história cp deve ter para, no mínimo, ter sucesso:


- um herói descolado, nesse caso, heroína;


- futuro próximo realista, de acordo com as propostas da história;


- filosofia que questiona o que é ser humano e linha tênue entre humano e máquina.



Em cima de tudo isso, GitS oferece animação realmente notável, mesmo 15 anos depois de seu lançamento. Animação que impulsiona limites e se liberta das usuais convenções utilizadas por tantos outros animés, algo que aconteceu alguns anos antes com Akira e alguns anos depois com a sequência Innocence.



O filme segue a Major Motoko Kusanagi e os membros da Seção 9 na caçada pelo hacker conhecido apenas como Puppet Master.


O que se sucede é um filme guiado pela sua plot e acima de tudo, por seus personagens; com poucas (mas de tirar o fôlego) cenas de ação e cenas calmas e um pouquinho de intriga política para apimentar.

Também é cheio de temas filosóficos, por exemplo, o que significa ser humano, o que nos faz humanos, inteligências artificiais sencientes e muitas outras. GitS é pesado em questionar a natureza humana e a interface homem-máquina mas não fornece respostas. Mesmo agora, quinze anos depois de seu lançamento, nós ainda não temos essas respostas - fica a cargo de cada um respondê-las por si próprio.


Ghost in the Shell tem um ritmo lento, intencional, e o grande responsável por isso é o diretor, Mamoru Oshii. Oshii é conhecido por esse estilo lento e talvez esse filme seja o seu grande representante e, porque não, obra-prima.


Com duração de 01 hora e 25 minutos, GitS é entremeado com cenas não relacionadas diretamente à plot, mas com a magistral trilha sonora de Kenji Kawai (frequente colaborador de Oshii), ajuda a audiência a sentir o humor certo requirido pelo filme e sentir os anseios de Motoko, além de seu deslocamento e questionamentos.
Pelo menos duas cenas são assim, movidas apenas pela música de Kawai; outra cena, ajuda a história a seguir adiante também sem diálogos, mostrando apenas as ações dos personagens.



Filosofia


Ghost - é a consciência do indivíduo, aquilo que o define e o separa de outros. Usado também para diferenciar humanos de robôs biológicos.


I.A. - inteligência artificial, talvez o aspecto mais intrigante do filme. Para não entregar muito do filme, basta dizer que a IA é um personagen chave dentro da história, tanto em questioná-la como para resolvê-la.

Dolls - apesar de apenas mencionado, na imagem de manequins, o simbolismo é importante, mas realmente ganha força em Innocence.


Para terminar, Ghost in the Shell é um clássico, uma obra-prima que influenciou e influencia ainda outros animés e filmes. O maior exemplo talvez seja os Irmãos Wachowski e o filme Matrix.


Um marco que depois de 15 anos consegue se manter firme.


Major Motoko Kusanagi

Mergulhando

Tecnologia Predador

Dolls

Puppet Master

Será que estamos muito longe disso acontecer?

Doll

Com certeza



E antes que eu me esqueça, como curiosidade, foi lançado em julho de 2008 no Japão um Ghost in the Shell 2.0. E ele nada mais é do que esse primeiro filme com algumas "melhorias" supervisionadas por Mamoru Oshii, com ajuda de computação gráfica. Recomendado apenas para os aficcionados. Se você é novo no mundo de GitS, assista a versão original primeiro.

Como curiosidade final, um post antigo, de uma pérola, bem aqui, entregando o filme inteiro na descrição. Quase não tem spoilers, aham!



Tuesday, December 28, 2010

Ghost in the Shell: Stand Alone Complex - Episódio 01

Aviso: Spoilers!

Eu estou na fase Ghost in the Shell, então pretendo resenhar todo o material relacionado. Como já escrevi resenhas dos filmes, falta comentar a respeito da série.

A série, de nome Stand Alone Complex, tem duas temporadas e um filme, chamado Solid State Society.

A primeira temporada foi produzida entre 2002 e 2003 e foi escrita e dirigida por Kenji Kamiyama, com Shirow Masamune, criador do mangá original, tendo crédito de "production advisor", algo como assessor? Seja lá o que for, tanto Shirow como Oshii dão espaço a Kamiyama, que deve ter impressionado os dois com seus trabalhos em Jin Roh e Blood: The Last Vampire. E ele não decepciona. É claro que a influência dos dois são sentidas e Kamiyama disse em uma entrevista:


"So I am extremely grateful to Shirow Masamune, the original author, to let a rookie like myself do the job."

Traduzindo:

"Então eu sou extremamente grato a Shirow Masamune. o autor original, em deixar um novato como eu fazer o trabalho."


Novato, mas com pulso firme.


A primeira temporada tem 26 episódios e eles podem ser divididos em dois grupos:

SA - para Stand Alone e

C - para Complex.

Os Complex são episódios que fazem parte do caso da temporada, o caso do Laughing Man e imprescindíveis para o entendimento da história, enquanto os SA são episódios independentes e contidos. Os SA são legais e ajudam a dar uma distraída do tema principal, mas a série realmente tem destaque nos episódios Complex.

O caso investigado pela seção 9 é do hacker conhecido como Laughing Man, e é o grande trunfo dessa primeira temporada. Não que os episódios Stand Alone sejam ruins, alguns fracos, outros na média, mas o caso Laughing Man mostra o potencial de uma história cyberpunk quando esta é levada adiante por uma equipe competente.

A história é concisa e empolgante, com influências de um caso real que aconteceu no Japão a alguns anos.

Mas vamos começar pelo primeiro episódio, apropriadamente nomeado de Section 9.


Esse primeiro episódio serve de introdução e se você nunca assistiu os filmes ou leu os mangás, não se preocupe. A série se passa em uma realidade alternativa, aonde os eventos dos filmes nunca aconteceram. As personalidades dos personagens são um pouco diferentes também, portanto, a série é uma ótima introdução ao mundo de GitS.

O episódio começa com os seguintes dizeres:



Portanto, indivíduos não foram ainda convertidos em dados até o ponto de poderem formar componentes de um complexo maior. Complicado, não? Não muito.


O primeiro filme também tem semelhante introdução:


"The advance of computerisation, however, has not yet wiped out nations and ethnic groups."


A diferença ao meu ver, é exatamente o que no mundo do primeiro filme acontece: Motoko Kusanagi se une ao Puppet Master, dando origem a um ser inteiramente novo. Como se tentando se distanciar desse mundo e dar personalidade e um setting à série, no mundo de SAC esse processo ainda não acontece. Ponto para eles.


Bom, para resumir a história do primeiro episódio:




Traduzindo:


"Faz 17 minutos desde que robôs geisha fizeram o Ministro e os outros de reféns".

Isso mesmo, robôs geisha. Vou deixar isso no ar para quem não assistiu.

Fazendo jus ao nome do episódio, não demora muito para a Seção 9 ser chamada para resolver a situação:



Motoko usando a camuflagem termóptica. Ou de Predador.



Com a situação de reféns resolvida, logo somos levados à investigação do caso. E essa talvez seja a melhor parte do episódio. Escândalos políticos, cyberbrains, troca de corpos, geishas do futuro, hackers do futuro, o que for; em menos de meia hora, somos levados ao mundo de SAC da melhor maneira possível. Apesar do roteiro ser bem amarrado, nem todas as questões levantadas são respondidas, mas não é esse o caso. O caso é que SAC possui visuais e temas bons o suficientes para se deixar ter o mérito de deixar algumas coisas no ar e partir para o próximo episódio.


Future Geisha

Future Hacker

Future Visual

Future Fetish


E é isso. Esse primeiro episódio possui ação e investigação suficientes para valer no mínimo uma nota 9 e abrir espaço para o próximo episódio.


Recomendado!


Motoko Kusanagi
Antes que eu me esqueça, a responsável pela trilha sonora da série é a Yoko Kanno. Preste atenção na música durante o ataque à casa das geishas, já vale o episódio!