Vamos lá para o balanço do mês.
Acredito que Janeiro foi o mês que mais me ocupei com o site, desde que resolvi criá-lo em Junho passado.
Alguns dos destaques foi ter re-assistido a primeira temporada de Ghost in the Shell: Stand Alone Complex e tê-la resenhado por completo, episódio por episódio.
Além da série, resolvi traduzir a resenha do primeiro filme da franquia, um dos primeiros postados aqui. Não apenas traduzi, mas como adicionei algumas coisas que deixei passar na resenha em inglês.
Ainda falando de GitS, resolvi assistir a segunda temporada, 2nd GIG, que havia começado alguns anos antes mas nunca terminado. 2nd GIG também é bom, mas a minha preferência pessoal continua com a primeira. Não que 2nd GIG seja pior, só é diferente, algo aparente no décimo episódio, por exemplo, e no décimo-quinto também. Mas 2nd GIG tem os seus destaques, e um dos melhores episódios é Poker Face, e Lady Gaga apenas era uma wannabe star quando esse capítulo foi lançado.
E como não só vivo de Ghost in the Shell, por incrível que pareça, mas continuando na fase animé, assisti e escrevi sobre as três séries de Dominion, o apenas bom Dominion Tank Police, o fraquinho New Dominion Tank Police e o horrendo TANK S.W.A.T 01.
Uma bela surpresa foi o animé Armitage III, inteligente e adulto, com alguns toques de Blade Runner aqui e lá.
Mas o que me surpreendeu mesmo foi o primeiro filme cyberpunk-ficção-científica produzido na Índia, Enthiran, uma mistura de Exterminador do Futuro e Matrix. Vale a pena conferir.
Janeiro também foi o mês que escrevi a minha primeira resenha de um jogo, Front Mission para o Nintendo DS. Com elementos cyberpunk e mecânicas de táticas, Front Mission merece ser jogado.
E Fevereiro começou bem, com uma análise que me orgulho de ter escrito, sobre o livro Neuromancer, uma das três jóias do gênero cyberpunk.
E o que está por vir?
Bom, alguns rascunhos meio começados, meio-terminados, pretendo terminar algo que apenas mencionei aqui: um possível paralelo entre o fundador do Wikileaks, Julian Assange, e o "hacker-vilão" Laughing Man de GitS: S.A.C.
Além disso, mais análises para completar, de um desenho Sérvio, por exemplo, e filmes que estou assistindo.
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Tuesday, February 1, 2011
Balanço de Janeiro
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Friday, January 28, 2011
Front Mission DS
Lançado originalmente em 1995 para o Super Nintendo, Front Mission ganhou dois remakes: uma para o PlayStation em 2003 e um para o Nintendo DS em 2007.
Pessoalmente, nunca dei muita atenção para os jogos do gênero, os de táticas. Eu conhecia alguns bem por cima, meu conhecimento nunca saiu disso: joguei alguns Final Fantasy aqui e ali e o Disgaea para o PlayStation 2. Enquanto minha preferência pessoal é voltada para os mais tradicionais RPGs, os jogos de táticas, em que basicamente você tem que andar quadradinho por quadradinho, nunca me apeteceram. Ou em outras palavras, sempre me entediaram e a mecânica desses jogos nunca foi do meu bico.
E como eu fui parar jogando, e terminando, Front Mission e como ele se encaixa dentro do gênero cyberpunk?
Bom, como costumo jogar muito mais o Nintendo DS do que qualquer outro console, me vi as vias de procurar algum jogo "novo". Isso foi ano passado, e acabei as voltas de procurar esse Front Mission. O quê exatamente me atraiu no jogo eu não sei dizer realmente, porque a primeira vista ele não é um jogo propriamente cyberpunk, e segundo por ser na verdade um jogo de um gênero que eu sempre evitei.
Provavelmente o motivo de eu o ter escolhido foi exatamente do jogo ser de táticas. Pensei, "porque nao?". Então decidi dar uma chance ao jogo, e acima de tudo, ao gênero.
E com certeza não me arrependi.
Comecei a jogá-lo apenas sabendo que ele era um port, um remake do FM original do Super Nintendo.
Front Mission usa de todas as já conhecidas convenções de qualquer outro jogo de táticas: visão isômétrica, unidades controladas pelo jogador, mapas divididos pelos quadradinhos, customização e etc. Realmente, até onde sei, o jogo não se difere muito dos seus similares - o outline é o mesmo.
A diferença talvez seja as unidades de jogo. Em Front Mission, os personagens controlam os wanzer, termo originado do alemão "Wanderpanzer" que significa "tanque móvel". Ou seja, o jogador controla e decide as ações dos mechas ao seu dispor.
A customização em FM é divertida e achei bem acessível aos jogadores "newcomers", como eu. Não demorou muito para aprender como funciona essa mecânica e logo as minhas unidades já estavam do jeito que eu queria. É claro que levou algumas tentativas, mas não o suficiente para me fazer desistir.
Como em outros jogos de táticas, FM baseia-se em uma mecânica não muito difícil de acompanhar: assistir os eventos do jogo, ir para a missão, customizar os wanzers, repetir. Os eventos não variam muito além dessa linha e pode cansar um pouco. O interessante é que a cada cidade visitada com o progresso do jogo, as peças dos wanzer ficam mais poderosas e diga-se de passagem mais caros. Com o preço elevado, resta ao jogador entrar nas Arenas de cada cidade e vencer, através de apostas, os wanzers adversários. Esse é um elemento fundamental do jogo: visitar as Arenas para poder ter dinheiro para fazer o upgrade desejado, seja uma armadura mais resistente ou uma arma mais poderosa.
Eu terminei FM em cerca de 40 horas, mas a história do jogo, principalmente nos momentos finais, é empolgante o suficiente para se fazer esquecer do cansaço e da repetição para continuar até o fim do jogo.
Sendo um port de um jogo da era 16-bits, Front Mission DS possui os mesmos gráficos do jogo original, ou seja, visual de Super Nintendo. Como vivi essa época, isso não foi um problema, já que a história é o elemento chave aqui. Vale dizer que há algumas (poucas) cenas em CG aqui e ali, mas essas são tão aleatórias durante o jogo que realmente não havia necessidade de sua produção.
A história basicamente é o conflito entre duas alianças, a United States of the New Continent (U.S.N.) e a Oceania Cooperative Union (O.C.U.).
Sim, você pode escolher com qual facção jogar no começo e apenas jogando com as duas é que se tem total aproveitamento da história, como já era de se esperar. Alguns eventos apenas mencionados podem ter total explicação jogando com a outra facção, ou seja, são dois jogos praticamente diferentes: além dos personagens mudarem, as motivações são diferentes, os pontos de vista são outros. O inimigo que você enfrenta pode ser o seu personagem jogável em outra facção. Bem interessante.
O elemento cyberpunk de Front Mission foi o que me fez me empolgar mais ainda com o jogo. Apenas introduzido durante a metade do jogo, foi um twist interessante e que veio inesperado, e que fez valer essa análise.
Não é um elemento totalmente novo dentro do cyberpunk, mas como é um elemento integral dentro da história do jogo com certeza faz valer a inclusão de Front Mission do gênero.
Para não entregar nenhum spoiler, basta dizer que o tema interface homem-máquina é explorado e vale a pena jogar as duas campanhas para ter proveito total de Front Mission.
Pessoalmente, nunca dei muita atenção para os jogos do gênero, os de táticas. Eu conhecia alguns bem por cima, meu conhecimento nunca saiu disso: joguei alguns Final Fantasy aqui e ali e o Disgaea para o PlayStation 2. Enquanto minha preferência pessoal é voltada para os mais tradicionais RPGs, os jogos de táticas, em que basicamente você tem que andar quadradinho por quadradinho, nunca me apeteceram. Ou em outras palavras, sempre me entediaram e a mecânica desses jogos nunca foi do meu bico.
E como eu fui parar jogando, e terminando, Front Mission e como ele se encaixa dentro do gênero cyberpunk?
Bom, como costumo jogar muito mais o Nintendo DS do que qualquer outro console, me vi as vias de procurar algum jogo "novo". Isso foi ano passado, e acabei as voltas de procurar esse Front Mission. O quê exatamente me atraiu no jogo eu não sei dizer realmente, porque a primeira vista ele não é um jogo propriamente cyberpunk, e segundo por ser na verdade um jogo de um gênero que eu sempre evitei.
Provavelmente o motivo de eu o ter escolhido foi exatamente do jogo ser de táticas. Pensei, "porque nao?". Então decidi dar uma chance ao jogo, e acima de tudo, ao gênero.
E com certeza não me arrependi.
Comecei a jogá-lo apenas sabendo que ele era um port, um remake do FM original do Super Nintendo.
Front Mission usa de todas as já conhecidas convenções de qualquer outro jogo de táticas: visão isômétrica, unidades controladas pelo jogador, mapas divididos pelos quadradinhos, customização e etc. Realmente, até onde sei, o jogo não se difere muito dos seus similares - o outline é o mesmo.
A diferença talvez seja as unidades de jogo. Em Front Mission, os personagens controlam os wanzer, termo originado do alemão "Wanderpanzer" que significa "tanque móvel". Ou seja, o jogador controla e decide as ações dos mechas ao seu dispor.
A customização em FM é divertida e achei bem acessível aos jogadores "newcomers", como eu. Não demorou muito para aprender como funciona essa mecânica e logo as minhas unidades já estavam do jeito que eu queria. É claro que levou algumas tentativas, mas não o suficiente para me fazer desistir.
Como em outros jogos de táticas, FM baseia-se em uma mecânica não muito difícil de acompanhar: assistir os eventos do jogo, ir para a missão, customizar os wanzers, repetir. Os eventos não variam muito além dessa linha e pode cansar um pouco. O interessante é que a cada cidade visitada com o progresso do jogo, as peças dos wanzer ficam mais poderosas e diga-se de passagem mais caros. Com o preço elevado, resta ao jogador entrar nas Arenas de cada cidade e vencer, através de apostas, os wanzers adversários. Esse é um elemento fundamental do jogo: visitar as Arenas para poder ter dinheiro para fazer o upgrade desejado, seja uma armadura mais resistente ou uma arma mais poderosa.
Eu terminei FM em cerca de 40 horas, mas a história do jogo, principalmente nos momentos finais, é empolgante o suficiente para se fazer esquecer do cansaço e da repetição para continuar até o fim do jogo.
Sendo um port de um jogo da era 16-bits, Front Mission DS possui os mesmos gráficos do jogo original, ou seja, visual de Super Nintendo. Como vivi essa época, isso não foi um problema, já que a história é o elemento chave aqui. Vale dizer que há algumas (poucas) cenas em CG aqui e ali, mas essas são tão aleatórias durante o jogo que realmente não havia necessidade de sua produção.
A história basicamente é o conflito entre duas alianças, a United States of the New Continent (U.S.N.) e a Oceania Cooperative Union (O.C.U.).
Sim, você pode escolher com qual facção jogar no começo e apenas jogando com as duas é que se tem total aproveitamento da história, como já era de se esperar. Alguns eventos apenas mencionados podem ter total explicação jogando com a outra facção, ou seja, são dois jogos praticamente diferentes: além dos personagens mudarem, as motivações são diferentes, os pontos de vista são outros. O inimigo que você enfrenta pode ser o seu personagem jogável em outra facção. Bem interessante.
O elemento cyberpunk de Front Mission foi o que me fez me empolgar mais ainda com o jogo. Apenas introduzido durante a metade do jogo, foi um twist interessante e que veio inesperado, e que fez valer essa análise.
Não é um elemento totalmente novo dentro do cyberpunk, mas como é um elemento integral dentro da história do jogo com certeza faz valer a inclusão de Front Mission do gênero.
Para não entregar nenhum spoiler, basta dizer que o tema interface homem-máquina é explorado e vale a pena jogar as duas campanhas para ter proveito total de Front Mission.
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